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“Meu filho se entrares para o serviço de Deus permanece firme, na justiça e no temor, e prepara a tua alma para a provação, humilha o teu coração, espera com paciência…” (Eclo 2,1).

Devo admitir que isso fez eu repensar um pouco a minha vivência musical. Afinal, será que eu sou humilde? Tenho minhas dúvidas. Bom, nesse caso acho que sou a pessoa certa para escrever, pois estou aprendendo tanto quanto você, que me lê.
Creio que o primeiro passo para a reflexão é o seguinte: admitirmos que não somos melhores do que ninguém por estarmos na Igreja. Mas, eis a questão, também não somos piores. Sim, digo isso porque a humildade, a meu ver, não deve ser confundida com resignação. Ou seja, nossa música não é melhor e nem pior, nosso tocar, nosso cantar, não é pior e nem melhor! Ele é simplesmente um canal de graça!
Existe uma linha muito tênue entre a humildade e a soberba. Vejo muito músico na Igreja que se esconde por medo de aparecer demais e ser mal interpretado (já fiz isso, inclusive). E ser humilde não é se esconder, cantar baixinho, mas é se posicionar, de forma respeitosa, mas com convicção. Temos que ter em mente que a mensagem que levamos aos outros é uma mensagem poderosa, de salvação.
São Paulo já dizia que “a mim, o menor de todos os cristãos, foi dada a graça de anunciar aos pagãos a incalculável riqueza de Cristo” (Efésios 3; 8 )
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